Domingo o povo volta às urnas para depositar, novamente, suas esperanças de um Brasil melhor e mais justo. Esta campanha, como nunca antes vista, foi um massacre dos marqueteiros sobre o medo e a coragem de mudar. O cenário é diferente da eleição de 2018, na qual uma facada desferida por um esquerdista definiu o eleito, em face das condolências de um eleitor perplexo que tomou as dores do esfaqueado — o qual, não obstante, ficou 45 dias entre a vida e a morte em um hospital. Nem campanha o eleito conseguiu fazer.
Nesta campanha que se encerra no próximo domingo, a violência se apresentou de outras formas, entrelaçada com ideologias, paixões, STF, Senado, TSE, privilégios, radicalismos, medos e fake news — uma avalanche de mentiras a martelar na cabeça dos eleitores. Nas redes sociais e com o uso da inteligência artificial, o ditado popular que diz que “cada cabeça, uma sentença” nos leva a refletir sobre os efeitos, Brasil afora, junto aos diversos perfis culturais e econômicos que compõem o mosaico de nossa sociedade.
Por exemplo, há o sertanejo que assiste na televisão e no seu celular que fulano vai acabar com o Bolsa Família, com o registro de munições, com o voto feminino e com a Farmácia Popular; e, por outro lado, o empresário ou profissional liberal que ouve que sicrano vai escolher mais quatro ministros do STF, continuar roubando os aposentados, protegendo seu filho e sendo o queridinho das facções criminosas. Como são agora apenas dois candidatos, imaginemos a cabeça desse eleitor.
No primeiro turno, a maioria já decidiu pela mudança, não obstante o massacre dos marqueteiros e dos institutos de pesquisa. Lula perdeu e Flávio ganhou. A direita venceu e a esquerda perdeu. Esse é o placar, parcial ainda em relação à Presidência da República, onde o jogo foi para o segundo tempo com o adversário dos governistas à frente. Será que dá para virar e ganhar, considerando que o eleitor já mostrou, majoritariamente, que prefere o risco da mudança à certeza da continuidade da atual realidade da nação?
A escolha não deveria ser difícil, mas sim simples e calcada em análises objetivas dos resultados efetivamente alcançados por uma determinada gestão pública. Como estavam os indicadores sociais e econômicos do país antes e depois do atual governante? Como estava a violência, a saúde, a corrupção, a educação, a economia e a infraestrutura, e como estão agora? A vida do brasileiro melhorou ou piorou? E os privilégios dos agentes públicos, sejam federais, estaduais ou municipais?
Afinal, muito poucos pensam na coletividade, mas sim na sua própria vida, e isso é o que pauta o voto. Neste sentido, pelos resultados do primeiro tempo deste jogo, a maioria acha que as coisas não estão bem e prefere apostar na mudança.
No setor privado, as decisões são simples e objetivas, sempre pautadas nas entregas efetivadas e nos resultados alcançados. Lucros recorrentes e crescentes no balanço: CEO mantido e valorizado. O contrário: CEO demitido e outro contratado. A métrica é econômica e financeira no bolso dos acionistas (o povo que paga as contas) e social, se a empresa agrega ou não à sociedade e ao meio ambiente — afinal, os balanços sociais nunca estiveram tanto em moda.
Até o próximo dia 25, os marqueteiros, a grande mídia e seus interesses vão “botar para torar” sobre os eleitores, querendo que seus produtos eleitorais à venda — o vermelho e o verde-amarelo — sejam comprados a todo custo. O problema é que um deles já está no mercado da Presidência da República há quase 20 anos, fadigado, cansado e mergulhado em escândalos, e o outro não.
Para quem prefere pensar nas futuras gerações e para quem gosta de pensar nas futuras eleições? Para quem tem medo de perder privilégios e para quem tem medo de perder a vida? Para quem professa ideologias e para quem tem maturidade de avaliá-las? Para quem se conforma com o que aí está e para quem quer mais cidadania neste país? Afinal, manter ou mudar? Medo ou coragem? Fácil decidir!



Respostas de 2
Mudar, com toda certez
Mudar , pois na situação que se encontra o Brasil não tem como ficar com esse desgoverno. Mesmo com a incerteza do futuro presidente se vai fazer um bom trabalho é melhor mudar e saber que o atual mandatário só vai DESTRUIR o Brasil.