Em apenas dois momentos da existência os seres humanos são absolutamente iguais: quando votam e quando morrem. Nem quando nascem, nem quando pagam impostos o universo nivela a igualdade de oportunidades. Somente nas eleições e na morte somos iguais. O voto do pós-doutor e dos bilionários conta na urna o mesmo que o de cidadãos extremamente pobres, humildes e de elementos desimportantes para a sociedade, como assassinos, estupradores e terroristas. Na morte: morreu, adeus, a Deus, à fé e ao desconhecido. Ninguém vale mais que nenhum outro ser humano nas eleições que, mais uma vez, se aproximam.
É na campanha onde os setores do empresariado e da sociedade, examinando currículos, propostas e programas dos postulantes, se organizam e decidem em quem votar; quem poderia representar melhor os legítimos anseios daqueles que lutam diariamente pelo sustento de seus negócios, sejam micro, pequenos ou grandes.
Essa é a hora da tomada de decisão, de escolher, dentre as toneladas de candidatos aos parlamentos, aqueles que possuem conteúdo, experiência, consistência e credibilidade. Vamos eleger um palhaço que afirma que “pior do que está não fica” ou vamos eleger homens e mulheres que tenham agenda e compromisso firme com o grau de cidadania do nosso povo cearense?
No caso do turismo — o setor que mais emprega no Ceará, que mais inclusão social produz e que mais investimentos atrai, turbinado, óbvio, por nossos ativos naturais, nossos 573 quilômetros de belas praias e nossa localização geográfica estratégica —, não conseguimos identificar no cardápio de candidatos um que consiga mobilizar e entusiasmar essa enorme cadeia produtiva que explora a economia do turismo. O trade, desarticulado e sem lideranças autênticas e livres de amarras partidárias, parece que vai, mais uma vez, ficar a ver navios e não pedir votos para candidatos comprometidos com a agenda de resgate do destino turístico Ceará. Por outro lado, o que é mais grave, não se consegue enxergar candidatos com “pedigree” turístico puro, muito menos direcionando sua campanha para morder parte dos votos desse mar de eleitores que vivem, trabalham e dependem da atividade.
Atenção, trabalhadoras e trabalhadores, profissionais e operadores que dependem do turismo: hora de se organizar, mobilizar esse exército silencioso e escolher um deputado federal, estadual e senadores que se comprometam a manter as portas de seus gabinetes abertas, após as eleições, para encaminhar as propostas de soerguimento do turismo cearense. Existe alguém novo, sincero e descontaminado para lutar por nós?



Respostas de 3
Allan, é isto mesmo. Tem q entrar na rota, novamente. E o voto q é a bússola.
Bom dia Allan
Mais um excelente artigo. Que chegue ao conhecimento de candidatos.
Parabéns, falou tudo!
O Ceará tem as melhores condições climáticas para o turismo de praia, falta o poder público auxiliar essa importantíssima fonte de renda pela população e organizar de forma eficiente as atividades turísticas.