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Aeroporto: O Exemplo Da Fraport, Um Oásis No Deserto

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Pouco mais de um ano e meio foi o suficiente para a gestora aeroportuária FRAPORT concretizar o que o poder público não fez em pouco mais de uma década. Os Alemães que controlam a FRAPORT mostraram aos cabeças-chatas da gestão pública local “com quantos paus se faz uma jangada”. Em um ano e meio resolveram a lenga-lenga e entregaram um terminal de passageiros novinho em folha, equipado com o que tem de melhor, além de um padrão de serviços que nenhum governo é capaz de prestar. A FRAPORT é a prova cabal de que gestores públicos mais atrapalham que ajudam o desenvolvimento econômico.

A concessão/privatização só foi possível em face de ser o aeroporto Pinto de Martins de Fortaleza/CE uma infraestrutura a cargo do governo federal que tinha a estatal INFRAERO à frente da gestão. Caso estivesse sob o controle do Governo do Estado, duvida-se que tivesse ocorrido a decisão de concessão que, hoje, faz surgir um verdadeiro aeroporto de padrão internacional para a capital dos cearenses.

Poucos sabem que o aeroporto de Fortaleza, agraciado com o nome do ilustre aviador Camocimense Pinto Martins, foi bancado pelo tesouro estadual através de uma operação de crédito externa que serviu de funding do programa de fomento ao Turismo chamado PRODETUR. O povo cearense pagou e o governo do estado deu para a estatal federal INFRAERO. Ainda não se sabe ao certo qual foi a contrapartida que referida estatal viabilizou para restituir o bolso dos cearenses. Ressalte-se que sempre existiu viabilidade econômica do Aeroporto de Fortaleza. Ou seja, o equipamento público sempre apresentou taxa de retorno bem atraente e isso foi determinante para atrair a atenção de investidores globais que participaram do certame concorrencial levado a cabo pelo Governo Federal e que resultou na vitória da FRAPORT.


A matriz de investimentos prevista no contrato de concessão permite afirmar que teremos sim um aeroporto moderno, robusto, ampliado, competitivo e alinhado com os melhores padrões de funcionamento dos demais aeroportos das grandes cidades. Assim, o aeroporto de Fortaleza deixou de ser um dos problemas do receptivo turístico do estado e passou a ser uma das vítimas dos outros problemas desconcertantes a cargo do estado e que não vem sendo atacadas com a mesma eficiência que os alemães vêm demonstrando no equacionamento do então grave gargalo aeroportuário de Fortaleza. O problema do receptivo do turismo agora tem um acionista supermajoritário que é o Governo do Estado que continua atolado na lama da má fama de violência, da não balneabilidade das praias de Fortaleza, da falência da Monsenhor Tabosa, da arruinada Praia de Iracema, dos escombros do centro da cidade, dos mamutes das obras inacabadas e inúteis, da droga e prostituição, da falência de bares e restaurantes e da crise que abala as estruturas da hotelaria e da cadeia produtiva do setor do turismo.

Todos sabem que não existem destinos turísticos sem problemas. Entretanto, os nossos chegam a ser verdadeiros absurdos inomináveis e capazes de nos levar ao vexame internacional e à destruição de milhares de empregos que dependem da chegada e circulação de brasileiros e estrangeiros em terras alencarinas. Como se não fossem suficientes, não bastando a queda, veio o coice do óleo venezuelano que melou nossos 573 quilômetros de praias, além das dos demais estados nordestinos. É a tempestade perfeita do turismo cearense.

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