CEARÁ: ASLAM MORREU!

CEARÁ: ASLAM MORREU!

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O calendário político administrativo do Ceará pode ser dividido entre A. A e D. A. Antes de ASLAM eram as trevas do atraso dos Coronéis, do aparelhamento da máquina pública, do toma lá, dá cá, dos déficits fiscais, da gestão pública medíocre e da pobreza de um povo sem água, sem saúde, sem educação, sem saneamento, sem renda e com fé. Muita fé em Padim Ciço do Juazeiro e em São Francisco do Canindé. A redemocratização do Brasil dos anos 80`s do século passado fez surgir no Ceará o “Governo ASLAM das mudanças”.

O arrojo, a modernidade, a ética, a qualidade e a eficiência seriam, enfim, inaugurados na administração pública cearense, digo, de NÁRNIA. ASLAM era “O DEUS”. Era “o futuro chegou”. A Coreia era o Tigre asiático e o Ceará seria o Tigrinho. “Seremos o Vale do Silício do Brasil” e um grande polo industrial. Deu tudo errado! Passados quase 40 anos desde que ASLAM foi entronizado o conto de fadas da Nárnia Nordestina ruiu por completo. ASLAM está morto. Cedeu à Feiticeira Branca e foi petrificado. ASLAM foi sim, por um bom período, importante para as esperanças dos habitantes da Nárnia Nordestina.

Décadas de Aslam X Feiticeira X Aslam X Feiticeira X Irmão da Feiticeira nos trouxe ao caos social. “Rapaz….é melhor não escrever sobre isso. Todo mundo que vive em Nárnia depende da FEITICEIRA e/ou de ASLAM, de uma forma ou outra. O Ceará é um híbrido de Rússia e Venezuela. ASLAM é Putin e o FEITICEIRO é Maduro”.

Mas, para quem vive em um Estado marcado pela extrema pobreza e pelo domínio das facções, eles que se cuidem diante do que será escrito em suas lápides. Serão os nomes dos viadutos, túneis e pontes que nos conduziram do passado de flagelo e atraso para o presente de atrasado e flagelo. Um Estado que em pleno século XXI contabiliza indicadores sociais africanos e que não oferece qualquer possibilidade para os seus jovens mudarem suas vidas pelo estudo e pelo trabalho, ampliando seus horizontes.

A saída de NÁRNIA são suas portas de saídas, para os jovens conscientes e que almejam uma vida melhor. Abandonar Nárnia e migrar para países e Estados mais promissores assim que possível. As duas bolas de ferro presas as pernas do Ceará são muito pesadas. São o próprio poder político e econômico. A Feiticeira branca, já transfigurada, ganhou e Aslam, já com sua juba raspada, agoniza na pedra, amarrado e amordaçado, esperando sua partida.

Contudo, assim como na série literária Crônicas de Nárnia, escrita por C.S. Lewis, nesse surpreendente, admirável e maravilhoso mundo, ASLAM, o Leão Deus, é ressuscitado pelos princípios do próprio acordo entre os reinos do bem e do mal. Nele, quem for morto por traição será ressuscitado para liderar a batalha final contra o Reino da FEITICEIRA.

Bem….mas isso é um conto de fadas que saiu da incrível cabeça de C. S. Lewis. Ceará não é NÁRNIA. No Ceará a Feiticeira ganhou e Aslam está morto em seus braços. Continuamos tão atrasados quanto antes do falecido Aslam ser eleito em meados da segunda metade do século passado. Uma pena, quatro décadas perdidas.

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